Fique por dentro no que está
acontecendo no mundo dos diabolos!
06.11.2008
Velocidade de giro & comprimento da cordinha
Reportagem de autoria de Martijn, publicada no site Diabolo.ca dia 3 de Novembro. “Essa semana separei alguns truques de iniciantes para compartilhar. Podem parecer óbvios para os diabolistas mais experientes, mas eu já tive que explicar-los varias vezes, então pensei em escrever-los. Espero que sejam úteis, mesmo você não sendo mais um iniciante. E o giro: A velocidade de giro do diabolo deve ser considerada. Depois de tudo, a quantidade de giro da estabilidade e controle para jogar. Manobras que aceleram o diabolo devem começar com pouco giro (velocidade). Fica difícil de controlar um diabolo já girando rápido e ganhando ainda mais velocidade.Manobras que reduzem a velocidade do diabolo devem começar já com um certo giro, pois o diabolo pode perder o equilíbrio e cair ou tombar. Simetria? Não necessariamente. O comprimento da sua cordinha também deve ser levado em conta. Nao o comprimento da cordinha da ponta da baqueta esquerda ate a ponta da baqueta direita. Quero dizer o comprimento da cordinha das pontas das baquetas ate o diabolo. A “cordinha esquerda” seria o comprimento da cordinha que comeca na ponta da baqueta esquerda ate o respectivo diabolo, e vice-versa. A partir disso, quando estiver jogando diabolo, e importante notar que a “cordinha esquerda” e a “cordinha direita” são quase nunca do mesmo tamanho, pois a maioria das manobras na podem ser “espelhadas”. Deixa me tentar explicar o que estou querendo dizer. A posição do diabolo, as baquetas e a cordinha praticamente nunca estão do lado direito do seu corpo, assim como estão para o seu lado esquerdo do corpo. Por isso, para aprender ou aprimorar uma manobra, você deve levar em conta o comprimento da “cordinha esquerda/direita”. Exemplo: Infinite suicide (suicídio infinito). Essa manobra acelera o diabolo, portanto tente manter a velocidade inicial (antes da manobra) o mais devagar possível. Segundo, (assumindo que você seja destro) a “cordinha direita” deve ser relativamente curta que a “cordinha esquerda”, pois sua mão direita tem que se movimentar rápido, precisamente cronometrado girando através do eixo do diabolo. Portanto, você vai tentar automaticamente manter o “circulo” o menor possível. Caso você tente começar a manobra com um “circulo” muito grande, as chances de perder o controle da baqueta aumentam.”

15.08.2008
Certificação pelo INMETRO
Garantindo a qualidade e segurança de nosso produtos, Diabolo Capeta acaba de certificar os diabolos e baquetas de acordo com as normas impostas pelo INMENTRO. No mundo encantado dos brinquedos, as crianças desenvolvem sua imaginação, a coordenação motora, seus sentidos e instintos. Mas todo cuidado é pouco. Os brinquedos não devem ter pontas ou extremidades cortantes e partes ou peças pequenas que possam se desprender com facilidade e provocar acidentes. Também não podem ser fabricados ou pintados com material tóxico, uma vez que as crianças costumam desmontá-los, colocando-os, geralmente, na boca, no nariz e nos ouvidos, aumentando a probabilidade de riscos de asfixia, inalação ou intoxicação por via oral, o que pode transformar os brinquedos em verdadeiras armadilhas se não forem bem projetados para a faixa etária a qual se destinam. Por esse motivo, desde 1988, o processo de avaliação da conformidade de brinquedos no Brasil, através da Portaria Inmetro 177, tornou compulsória a certificação de brinquedos fabricados e /ou comercializados no País, devido à importância de se preservar a saúde e a integridade física das crianças enquanto estão brincando. O processo de certificação propicia, com adequado grau de confiança, que o produto atende a requisitos mínimos de segurança, estabelecidos em uma norma ou regulamento técnico, o que é demonstrado através de ensaios em laboratórios competentes, conduzido por um certificador reconhecido pelo Inmetro. Entretanto, o fato do produto ter sua conformidade avaliada, não exime o fornecedor da responsabilidade pela sua qualidade. Os produtos que levam o selo de conformidade são periodicamente ensaiados por laboratórios acreditados e, se for comprovado que o fabricante desrespeitou a norma, seu certificado pode ser suspenso ou revogado. Em caso de reprovação nos ensaios, o brinquedo fica impedido de ser comercializado em todo o território nacional. A fiscalização destes produtos no mercado é conduzida pelos órgãos estaduais de pesos e medidas, os Ipems, delegados pelo Inmetro. Produtos encontrados de forma irregular no mercado são interditados ou apreendidos cautelarmente, além de sujeitar os infratores às sanções previstas em lei. Esse número chega, hoje, a 8.400.000 unidades fiscalizadas por ano, sendo encontradas 66.000 unidades com irregularidades, ou seja, sem o selo de identificação, que corresponde a 0,8% do total. No caso específico de brinquedos, a certificação é feita com base em um regulamento técnico harmonizado no âmbito do Mercosul. O regulamento baseia-se em normas técnicas dos países membros do Mercosul, que representam o consenso da sociedade (indústria, governo, meio acadêmico, entidades de defesa dos consumidores, etc) no que diz respeito aos requisitos que devem ser observados pelo produto. Cabe destacar que o regulamento do Mercosul é equivalente, em termos de rigor, às normas e regulamentos adotados em todo o mundo, incluindo os países mais evoluídos nas práticas de regulamentação e relações de consumo.

15.06.2008
A mania do diabolô
Um brinquedo que nasceu na China há 4 mil anos (só não é mais antigo que a boneca), fez sucesso em Paris no começo do século 19, foi citado por Machado de Assis e sempre aparece nas festas raves – onde malabaristas são contratados para divertir ainda mais a galera – virou mania entre crianças e pré-adolescentes. É o diabolô (uma corda fina presa por duas hastes e, no meio, um carretel que percorre a extensão do fio), presente nas escolas, clubes, condomínios, em todo lugar onde houver uma concentração de baixinhos. Isso sem aparecer em um único anúncio das lojas de brinquedos ou fabricantes. Quem já vendia está rindo à toa. Quem não comercializa, claro, não quer ficar de fora. Em razão da enorme procura, a PB Kids começou a oferecer o diabolô há quatro semanas em dez de suas lojas e, nos primeiros 21 dias, saíram das prateleiras 1,2 mil unidades. "A princípio, não tínhamos interesse porque o produto era muito específico, mas a procura era imensa. Fazia tempo que eu não via algo assim. Quem dera acontecessem febres iguais todos os dias!", afirma Vera Lúcia de Souza, gerente comercial da empresa. Ela diz que, no começo, a procura era nas lojas da rede em endereços mais elitizados. "Agora, está pulverizada por toda São Paulo e em Belo Horizonte, Brasília e Curitiba. Vamos expandir a venda para mais oito lojas, mas queremos ir devagar porque é febre e não sabemos se veio para ficar." O diabolô básico custa R$ 49,90. A versão que brilha no escuro sai por R$ 59,90 e o produto semiprofissional (maior e mais pesado), R$ 69,90. Fornecedor exclusivo do Cirque du Soleil no Brasil (muitas das crianças viram pela primeira vez o diabolô nos dois espetáculos que o grupo canadense trouxe para cá: Saltimbanco e Alegria), a JR Malabares, que fabrica produtos circenses desde 1999, viu sua produção passar de 2 mil para quase 10 mil peças por mês. Agora, fornece seus produtos para a PB Kids e está estudando uma proposta do Extra. "Vendemos bastante para lojas de brinquedos educativos, mas até loja de R$ 1,99 quer diabolô", diz Eliseu Domingos Junior, proprietário da JR, localizada em Santana. Em 1999, ele brincava com outro malabar, o devil stick, quando se interessou também pelo diabolô. Saiu à procura do brinquedo, mas os únicos que encontrou eram importados e com preços exorbitantes. "Eu estava desempregado e tinha de achar uma ocupação. Resolvi fabricar os malabares e fui vender em parques e feiras de rua. Ficava demonstrando e vendendo ali mesmo. Hoje, não preciso mais sair. Os compradores sempre me acham", afirma Junior. A empresa produz quatro modelos de diabolô e trabalha no varejo e atacado. "O legal dessa mania é que as escolas estão incentivando as crianças a brincar." Um desses colégios é o Dante Alighieri, nos Jardins, que, aproveitando a moda, incluiu o instrumento nas aulas de educação física. "A proposta é proporcionar uma atividade circense, com vários malabares, para sair um pouco da rotina do basquete, do vôlei e do futebol", diz Adriano Jantalia, professor de educação física. "As duas principais capacidades do diabolô são desenvolver a coordenação motora e o ritmo." Jantalia surpreendeu-se com muitos dos alunos, que disseram ter aprendido a brincar com o diabolô assistindo vídeos no You Tube. As crianças fazem com desenvoltura os movimentos (elevador, cama de gato, cachoeira, chicote, guindaste, etc.). "Minha mãe gosta que eu brinque porque melhora a coordenação. Não saio sem o meu diabolô", diz Renato, 11 anos. Já Gustavo, colega de classe de Renato, gosta é de ficar assistindo as manobras que a turma faz. "O legal é que não vicia, como o videogame." A Diabolô Capeta, empresa de Americana (interior do estado), vendia cerca de 500 unidades por mês. Hoje, são 5 mil diabolôs comercializados no varejo e atacado, segundo o proprietário, Ricardo Raggi. Ele produz três modelos diferentes, que custam R$ 40 (o que mais sai) e R$ 80 (um tamanho maior, e outro que brilha no escuro) para o consumidor final. Também importa diversos outros modelos, inclusive um diabolô de fogo, fabricado em aço inox (R$ 175) – muito procurado por malabaristas que se apresentam em festas raves. "O diabolô é um brinquedo que só se vende quando alguém faz uma demonstração. Quando está na prateleira, não chama a atenção. Mas foi com a vinda do Cirque du Soleil que a mania pegou", afirma Raggi. No Rio de Janeiro, será realizado no próximo sábado o segundo campeonato intercolegial de diabolô. Cada escola pode inscrever até dez alunos que tenham nascido entre 1990 e 2000. O melhor participante e o colégio vão levar, cada um, um cheque de R$ 1 mil como prêmio. Além do dinheiro, o campeão ganha um jogo de dois diabolôs, dois jogos de baquetas, um jogo de cordinhas e uma bolsa para o brinquedo. Fonte: Diario do Comercio

04.06.2008
Diabolo: mania de criança
Uma corda presa por duas hastes. No meio, um carretel colorido que percorre a extensão do fio, girando. Assim é o diabolo, instrumento de malabar comum em raves e circos, que virou febre entre as crianças desde o ano passado. A brincadeira ficou mais forte entre a garotada principalmente depois da apresentação do grupo Cirque du Soleil no Brasil. Mas foi só após a mania se espalhar que as lojas de brinquedos passaram a vender o instrumento, aumentando sua oferta. "A propaganda é feita boca a boca: uma criança leva para a escola e os amigos se interessam. As mães dizem que preferem ver o filho brincando com o diabolo do que jogando videogame", diz Michele de Jesus Ferreira, responsável pelas vendas na Loja do ET, especializada em malabares e outros produtos para raves. O professor de malabares Pedro Ramirez, do grupo performático Biolumini, diz que a atividade é mais indicada para crianças a partir de 8 anos de idade, já que elas têm mais facilidade com o manuseio do diabolo. Mas os menores também se interessam pelos malabares. "Crianças de 4 ou 5 anos, apesar de terem mais dificuldade, sempre querem experimentar", diz Ramirez. Para o professor de Educação Física do colégio Dante Alighieri, Adriano Pozzi Jantalia, a brincadeira deve ser incentivada. "O diabolo desenvolve a coordenação motora e a noção de ritmo. Já estamos até mesmo incluindo o instrumento nas aulas de Educação Física do colégio", explica. Ramirez diz que é possível realizar mais de 200 manobras com o diabolo. Entre os iniciantes, as mais comuns são as de equilíbrio - ao deixar o carretel fixo na corda - e velocidade - ao jogá-lo para cima ou simular um "elevador", subindo e descendo. "Com um pouco mais de prática as crianças podem cruzar o diabolo por baixo da perna e até brincar com mais de um instrumento", diz. Fonte: Revista Crescer. Autor: Simone Tinti

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